top of page
Design Sem Nome - 2.png

O que é brincar?

Brincar é um comportamento natural, espontâneo e universal. É parte da nossa biologia e da nossa cultura, atravessando gerações, etnias, classes sociais e diferentes formas de viver. O brincar é a linguagem da infância, mas também acompanha jovens, adultos e idosos, sendo fundamental para todas as fases da vida.

Sob a perspectiva científica, brincar não é apenas passatempo: ativa áreas importantes do cérebro, fortalece conexões neurais e promove desenvolvimento cognitivo, físico, social e emocional. Pesquisas demonstram que crianças que brincam têm mais capacidade de resolver problemas, maior criatividade, melhor autorregulação, vínculos sociais mais fortes e maior resiliência para lidar com frustrações.

O brincar também é um espaço de liberdade e autoria. A criança escolhe quando começa, quando termina, quais são as regras e se deseja brincar sozinha ou em grupo. Nesse processo, ela inventa, experimenta, erra, recomeça, descobre limites e cria seus próprios sentidos para o mundo.

Brincandando Glicerio_Irene Quintans (2).jpg

O universo do brincar é lúdico e é muito sério. A brincadeira estimula a criatividade e o desenvolvimento social, emocional, cognitivo e físico da criança e do adolescente como um todo, independente do seu grau de capacidade. Além disso, é fundamental para a criação de vínculo afetivo e fortalece a empatia, construindo a resiliência na prática.

Hoje já se estuda bastante o assunto, mas a verdade é que o direito de brincar livre ainda enfrenta muitas ameaças. Como pressão acadêmica, violência, trabalho infantil, aprisionamento tecnológico, entre outros, mas, na nossa opinião, a mais séria delas é a falta de informação e de capacitação dos adultos.

O direito de brincar está assegurado internacionalmente pela Convenção das Nações Unidas Sobre os Direitos das Crianças (Artigo 31/1989) e por seu Comentário Geral (#17/2013). No Brasil, o direito de brincar está presente na Constituição Brasileira (Artigo 227/1988), no ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente (Artigo 16/1990), no Marco Legal da Primeira Infância (Artigo 17/2016) e na mais recente LEI 14.826, de 20 de março de 2024, “institui a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias intersetoriais de prevenção à violência contra crianças”.

IMG-20190923-WA0006.jpg
w2.png

O Brincar Livre

estimula a criatividade e o desenvolvimento social, emocional, cognitivo e físico da criança e do adolescente. 

Dia do Brincar_ETECT2_Andre (9)_edited_edited.jpg

O Brincar é

um direito assegurado por lei e essencial para o desenvolvimento completo e saudável do ser humano.

Mas o que podemos fazer para assegurar o direito de brincar? Quais os principais desafios que enfrentamos?

Consideramos que existem quatro elementos essenciais para assegurar o direito de brincar – incluídos num modelo que chamamos do Modelo do Carrinho de Rolimã, criado por Marilena Flores Martins e Janine Dodge.

Para que o direito de brincar seja efetivado, é preciso que algumas condições básicas estejam presentes. Inspirada na simplicidade e na potência do carrinho de rolimã, a IPA Brasil desenvolveu um modelo em que cada roda representa um elemento essencial. Se uma dessas rodas falta, o carrinho não anda — e o brincar não acontece de forma plena.

Dia do Brincar_MPT_2019 (1).jpg

O Modelo Carrinho de Rolimã

A primeira roda é o espaço.
Crianças precisam de espaços acessíveis, seguros e qualificados para brincar. Isso significa desde quintais, ruas e praças até parques, escolas, centros culturais e espaços públicos planejados para favorecer a convivência e a ludicidade. Um espaço para brincar deve ser inclusivo, acolhedor e livre de barreiras físicas ou simbólicas que impeçam a participação de todas as crianças, com ou sem deficiência.

A segunda roda é o tempo.
Brincar demanda tempo livre, não estruturado e não produtivo, algo que muitas vezes é reduzido pela pressão escolar, pelo excesso de atividades dirigidas ou pela rotina atribulada das famílias. Cabe aos adultos — pais, cuidadores, professores e sociedade em geral — oferecer não apenas permissão, mas também tempo suficiente para que as crianças possam brincar sem culpa, sem pressa e sem interrupções desnecessárias.

A terceira roda é o compromisso do poder público.
Gestores públicos e integrantes do sistema de garantia de direitos têm papel central. É necessário que sejam informados, sensibilizados e comprometidos com os marcos legais que asseguram o direito de brincar — como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Marco Legal da Primeira Infância e a Lei nº 14.826/2024. Sua atuação deve transformar leis em políticas públicas concretas, capazes de criar ambientes favoráveis ao brincar em todo o país.

A quarta roda são os adultos de referência: pais, cuidadores e profissionais.
Todos aqueles que convivem com crianças precisam ser sensibilizados, capacitados e mobilizados para apoiar o brincar. Isso inclui profissionais da educação, da saúde, da assistência social, da cultura, do esporte e de tantas outras áreas que influenciam diretamente a vida infantil. Quanto mais adultos compreenderem o valor do brincar, mais oportunidades reais serão criadas no dia a dia das crianças.

Brincandando Paissandu 2015_Irene Quintans (38).jpg

Quando essas quatro rodas giram juntas

o carrinho de rolimã segue em movimento, garantindo que o brincar livre seja vivido como o que realmente é: um direito humano fundamental e indispensável para o desenvolvimento integral.

IPA BRASIL

Associação Brasileira pelo Direito de Brincar  e à Cultura

CNPJ: 01.963.173/0001-78

+55 11 91022-2308

contato@ipabrasil.org

IPA BRASIL
IPA BRASIL

2022 - IPA Brasil - Todos os direitos reservados. Produzido via Wix.com

bottom of page