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Brincar... Uma terapia diverti:)a


- Claudia Rodrigues Zanardi -

Brincar é um ato natural do Ser Humano. Já na barriga da mãe o feto dá suas cambalhotas e responde aos estímulos que vêm de fora como por exemplo a luminosidade, sons e principalmente a voz da mãe. Depois que o bebê nasce os adultos tendem a brincar o tempo todo com o pequeno estimulando com mudanças na voz, toques, brinquedos... e conforme passa o tempo a criança vai ficando mais esperta e as brincadeiras mais divertidas.

Todavia, brincar não é só uma forma de distrair a criança. A brincadeira é uma importante e imprescindível ferramenta para o desenvolvimento do bebê tanto pedagógico, quanto físico e social. O ato de brincar possibilita diversos movimentos, trabalha vários músculos, e também o cérebro. Com a brincadeira a criança aprende de forma leve e descontraída. Para as crianças com necessidades especiais a brincadeira é coisa ainda mais séria.

A brincadeira é uma ferramenta imprescindível no trabalho com crianças que têm necessidades especiais, oferece a essas crianças a oportunidade de desenvolver suas potencialidades e ser incluída no mundo real como uma pessoa capaz de Ser, Fazer e Viver. Buscar o desenvolvimento das crianças especiais através de brinquedos e brincadeiras é uma forma eficaz e divertida de despertar o interesse e propor uma terapia prazerosa. Para que isto aconteça não é preciso dispor de brinquedos caros, muito pelo contrário. Trabalhar com brinquedos não estruturados, construir brinquedos a partir de recicláveis e promover vivências às crianças criando experiência é a melhor forma de auxiliar no desenvolvimento e aprendizagem de pessoas com deficiência. O brinquedo construído pode ser adaptado conforme a necessidade da pessoa. A musica é um fator positivo na aprendizagem das crianças. Trabalhar a musicalização oportuniza desenvolver coordenação MOTORO-auditiva, concentração, sensibilidade e emoções. Junto à música, a dança é mais um instrumento eficaz no trabalho com pessoas com deficiência. Pequenas coreografias, dança de roda, movimentos repetitivos, tudo isso é brincadeira encantadora e estimulador natural para as crianças.

As brincadeiras funcionam também como um meio de inclusão. Um educador atento e com boa vontade deve enxergar as necessidades de suas crianças e oferecer brincadeiras que possibilitem a participação de todos. Não é a criança que tem de adaptar-se à realidade e sim a realidade ser mudada para atendê-la.

O curso Brincar Inclusivo deu ferramentas e possibilidades de trabalho mostrando como é possível incluir as crianças, independente de suas necessidades. Eu já pude realizar algumas experiências em casa com meu filho.

Construí brinquedos, chocalhos, fizemos música, dançamos, contamos histórias musicadas, pintamos, encenamos e por fim pudemos constatar que brincar é para todos. Na ONG Musicar-Te onde presto trabalho voluntário pude também fazer experiências e oferecer a chance das crianças brincarem. Foi possível constatar que ficou muito mais fácil incluir as crianças mais tímidas de maneira que não as expusesse assim como as crianças mais agressivas envolveram-se mais com as brincadeiras.

Começo a enxergar o Ato de brincar de outra forma, não só como uma diversão, mas também, como uma forma de terapia física e psicológica que integra as crianças e promove o seu desenvolvimento. Permitindo que eu mesma vivenciasse meu corpo e vencesse algumas barreiras o que facilitou o trabalho com as crianças.

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