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Ideias sobre o Desenvolvimento e Jogo

- Andréia Maria dos Santos Martins -


Realizar um planejamento e desenvolvimento das atividades é de extrema importância antes de colocar em prática, pois poderíamos ocasionar, nas crianças, o desgaste físico perdendo o controle da situação.

O termo criança, por sua vez, mostra uma realidade psicobiologia referenciada ao indivíduo. Segundo o Dicionário, Silveira Bueno, por exemplo, criança é um ser humano de pouca idade, no mesmo dicionário, a infância está definida como um período de crescimento, no ser humano, que vai do nascimento até a puberdade.


Palangana,(2001), fez referencia, dentre outros dizeres de Vygotsky, “As funções psicológicas superiores são de origem sócio-cultural e emergem de processos psicológicos elementares, de origem biológica, através da interação da criança com membros mais, experientes da cultura”, em outras palavras, a partir de estruturas orgânicas elementares da criança, determinadas basicamente pela maturação, foram -se novas e mais complexas funções mentais, a depender da natureza das experiências sociais a que ela está exposta.


A atividade humana não separa o orgânico do social, destacando o valor da apropriação ativa que a criança faz da cultura do seu grupo.


Portanto, através da vida social, da constante comunicação que se estabelece entre crianças e adultos, ocorre a assimilação da experiência de muitas gerações e a formação do pensamento, segundo Vygotsky, no processo de desenvolvimento, a criança começa usando as mesmas formas de comportamento que outras pessoas inicialmente usaram em relação a ela, isto ocorre porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquire um significado próprio num sistema de comportamento social, refratadas através de seu ambiente humano, que a auxilia a atender seus objetivos, isto envolve a comunicação e estabelece uma relação entre o meio e o fins, desenvolvendo uma capacidade para a criança autorregular-se.

Palangana, (2001), ainda salienta os estudos de Vygotsky,


“A criança executa mentalmente o que originalmente era uma operação baseada em sinal, presente ao diálogo entre duas pessoas. Esta internalização da fala, assim como dos papeis de falante e de respondente, ocorre, aproximadamente, dos três aos sete anos. A partir das exigências da situação social imediata, permiti-lhe controlar seu próprio pensamento."


Não é o objeto, mas a atividade da criança com ele, seus movimentos e gestos que lhe atribui sua função de substituto adequado, similaridade perceptiva dos objetos não tem um papel considerável para a criança compreender a notação simbólica utilizada na brincadeira- experimento, mas sim que os objetos admitem o gesto apropriado para reproduzir o elemento original da história, porém o objetivo utilizado na brincadeira do faz- de – conta uma grande contribuição para a aprendizagem da linguagem escrita pela criança.

Considerar que a criança muito pequena está limitada em suas ações pela restrição situacional, desde a percepção que ela tem de uma situação não está separada da atividade motivacional e motora. Todavia, na brincadeira, os objetos perdem sua força determinadora sobre o comportamento da criança, que começa a poder agir independentemente daquilo que ela vê, pois a ação, numa situação imaginária, ensina a criança a dirigir seu comportamento não somente pela percepção imediata dos objetos ou pela situação que a afeta imediato, mas também pelo significado dessa situação. A ação da criança é regrada, então pelas ideias, pela representação, e não pelos objetos e a brincadeira fornece um estágio de transição em direção à representação, desde que um objeto pode ser um pivô da reparação entre um significado e um objeto real de atividade são “jogo” ou “brincadeira”. As definições para jogo e brincadeira variam de uma área do conhecimento.


O termo jogo é mais utilizado, referindo-se a várias modalidades de ações que a criança realiza, as quais, embora tenham em comum a ludicidade. O termo brincar em sentido amplo engloba:


• Brincar atividade universal


Encontrada nos vários grupos humanos, em diferentes períodos históricos e estágio de desenvolvimento econômico. Evidentemente as várias modalidades lúdicas não existem em todas as épocas e não permanecem imutáveis através dos tempos. Como toda atividade humana, o brincar se constitui na interação de vários fatores que marcam determinado momento histórico sendo transformado pela própria ação dos indivíduos e por suas produções cultural e tecnológica, assim os jogos e brincadeiras são transformados continuamente.


• A brincadeira e o jogo


São processos que envolvem o indivíduo e sua cultura, adquirindo especificidades de acordo com o grupo. Eles tem um significado cultural muito marcante, pois é através do brincar que a criança vai conhecer, aprender e se constituir como um ser pertencente ao grupo, ou seja, o jogo e a brincadeira são meios para a construção de sua identidade cultural, porém o jogo e a brincadeira são situações de construção de

significado, de indagação e transformação do próprio significado que envolve emoções, afetividade, e rupturas de laços que perpassa a ligação entre as pessoas.


• Um jogo ou brincadeira


É qualquer atividade que envolve mais que um indivíduo, mas sempre implica na troca, partilha, confronto e negociações.

A atividade envolvida nesta ação pode adquirir mudanças variadas, traduzindo-se na alternância de momentos harmônicos e desarmônicos. O brincar tem dupla utilidade: funciona como estratégia para construção da individualidade (o ser e o meio) e o (meio físico e a representação), como situação para compreensão e inserção do indivíduo na cultura a que pertence.


• Brincar e processos psíquicos